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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Entrevista dada ao jornal O MIRANTE

Grupo Ornitológico do Cartaxo é fábrica de campeões de criadores de pássaros

Manuel Fonseca, 50 anos, já arrecadou 18 medalhas de ouro, nove de prata e onze de bronze só em campeonatos mundiais, sendo o português com mais medalhas conquistadas em campeonatos do mundo. Manuel Fonseca compete juntamente com o filho, Eurico Fonseca, 30 anos, também ele criador de aves.
A paixão pelas aves vem desde criança e, entretanto, passou esse amor ao filho. O criador de pássaros diz que o mais importante para vencer é ter espírito de competição para participar nos concursos e querer ganhar sempre. Foi isso que levou Manuel Fonseca, um dos sócios fundadores do GOC, a aventurar-se nos concursos. Começou nas provas locais, passou para as nacionais e desde 2001 que participa nos campeonatos do mundo.
Todos os dias, antes de ir para o trabalho, Manuel Fonseca passa algumas horas com os seus pássaros. Este ano criou 180 casais. "O meu local de trabalho fica a cinco minutos de casa. Levanto-me todos os dias às 4h50 da manhã para cuidar dos pássaros. É preciso gostar muito deste hobbie para conseguirmos conciliar com a nossa vida profissional e pessoal", explica Manuel Fonseca a O MIRANTE.
A época do acasalamento, que decorre entre Fevereiro e Julho, é a altura mais importante. É necessário perceber qual o melhor cruzamento para uma ave sair "geneticamente perfeita". "O acasalamento é muito importante assim como a muda da pena e a alimentação que damos aos pássaros. A maneira como os preparamos para a exposição e o banho que lhes damos são fundamentais para conseguirmos vencer", refere.
António Pita, 67 anos, começou a criar aves há cerca de 18 anos quando enviuvou. O objectivo era ter uma actividade que o mantivesse entretido. Já conquistou três títulos mundiais e cinco a nível nacional. Actualmente tem cerca de 50 casais e ainda trata, diariamente, do "canaril" do amigo Henrique Manuel que este ano criou 113 casais.
"Todos os dias passo umas horitas de roda deles e vou conversando com eles senão não gostam de mim. É espectacular perceber que com o nosso ‘estudo’ e dedicação conseguimos criar animais tão bonitos e com personalidade própria. Este ano consegui criar alguns que me deixam muito orgulhoso porque têm hipóteses de vencer", afirma com um sorriso.
António Pita não faz contas ao dinheiro que gasta com os pássaros. "Nunca contei um tostão com as aves. É como costumo dizer: ‘Lá em casa quem passa fome sou eu, os pássaros não’", diz. Todos os anos participam nos campeonatos do mundo mas não sai de Vale da Pedra (concelho do Cartaxo) onde vive. É Manuel Fonseca e os colegas que lhes levam os pássaros e tratam deles nesses concursos. Agora tem seis papagaios que criou desde o décimo dia de vida e diz que não há nada mais recompensador do que ouvir as aves repetirem o que António Pita lhes tem ensinado ao longo dos tempos.
GOC quer realizar Mostra de Aves na Feira dos Santos
O Grupo Ornitológico do Cartaxo (GOC) foi fundado em Julho de 1995 e conta actualmente com 192 sócios. À semelhança do que passa no país a situação financeira do GOC também não é a melhor. É através do pagamento das quotas de sócios e dos apoios da autarquia e da junta de freguesia quando realizam concursos e exposições que vão conseguindo pagar as despesas. "O ano passado tivemos grandes dificuldades porque os apoios que particulares e empresas nos davam levou um grande corte. As pessoas têm menos dinheiro e por isso não nos podem ajudar. Acho que este ano ainda vai ser pior a nível de apoios", afirma o vice-presidente do grupo, Paulo Costa.
O GOC organiza uma exposição por ano, integrada na AVISAN, e neste momento estão em negociações com a Câmara do Cartaxo para realizarem uma mostra de aves durante a Feira dos Santos que se realiza no início de Novembro. Os próximos objectivos do GOC é crescer a nível de número de exposições e de associados. O grupo está à espera que o novo pavilhão polidesportivo da autarquia seja construído para conseguirem ter melhores condições para realizar as suas exposições e concursos.

sábado, 20 de agosto de 2011

Expoaves do Grupo Ornitológico do Cartaxo 2011

Este ano o Grupo Ornitológico " O Cartaxo " e á semelhança de 2010,  irá realizar uma vez  mais a  expoaves que terá lugar no Centro Nacional de Exposições de Santarém  ( CNEMA ), integrada na AVISAN, de 01 a 04 de Dezembro de 2011.
Os criadores terão oportunidade de dar a conhecer as suas aves a milhares de visitantes que irão estar presentes num dos maiores eventos a nivel nacional.

O Grupo Ornitológico " O Cartaxo " está também em negociações com a Câmara Municipal do Cartaxo para a realzização de uma Amostra / Venda de Aves,  integrada na Feira dos Santos  a  decorrer de 28 de Outubro a 02   Novembro 2011.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A importância da qualidade da água e a coccidiose

Como todos nós sabemos a água encontrada pelas aves na natureza é de pH ácido ou ligeiramente ácido. Normalmente de boa qualidade.

Pois bem, a água das nossas torneiras, muitas vezes é imprópria para consumo humano, para nós, que somos animais de grande porte. Uma ave, com 10g, não tolera os mesmos níveis de cloro e de outros contaminantes químicos e biológicos encontrados na agua que chega a nossas casas.

O organismo de uma aves, está preparado para encontrar agua a pH entre 5,5 a 6,5 e tem a necessidade tal como nós de encontrar electrólitos fundamentais ao funcionamento do seu organismo, nessa mesma água.

Assim sendo a minha sugestão é que usemos água engarrafada para as nossas aves, evitando assim a maior parte das doenças inerentes à má qualidade da água. Tais como a coccidiose.

É uma das doenças mais importantes da avicultura amadora. Não bastando o facto de que o agente cause enterite e diarreia, consequentemente, uma diminuição na absorção intestinal de nutrientes, há ainda um efeito sinérgico da coccidiose com outras doenças.

A coccidiose intestinal da ave é devida à presença de uma bactéria a Eimeriatenella. Esta produz uma afecção grave e contagiosa, causadora de perdas consideráveis. É muito resistente podendo viver de um ano para o outro sob uma forma de resistência denominada oocisto. São principalmente os animais novos os mais atacados e os menos resistentes.

A infecção faz-se por via digestiva e são as aves que comem as fezes, água ou ração contaminadas que apanham a doença.

A presença do coccidio sob a sua forma inactiva oocisto, não afecta as aves, mas se por qualquer razão como aumento do pH do esófago da ave ou aumento de humidade do aviário ou stress repentino, o coccidio tende a desenvolver-se na sua forma activa.

Para que possamos evitar isso sem a utilização de um coccidiostatico, podemos fornecer agua a um pH aceitável, ácido e todas as semanas adicionar vinagre de maçã aos bebedouros numa relação de 5ml de vinagre por litro de agua.

O vinagre de maçã, para além de nos proporcionar um ambiente acético, também funciona como um promotor da boa disposição das aves e como anti-depressivo (propriedade presente na casaca da maçã).

Autor: Hugo Sant'ana